sábado, 30 de outubro de 2010

E era uma vez.... (:

Braga, 11 de Março de 2010
Não sei como estou aqui.
Um segundo mudou tudo, deixou tudo de pernas para o ar, como se de um furacão se trata-se.
Como pôde uma vida, mudar tão significamente da noite para o dia? Numa fracção de segundo que só deu tempo de pestanejar?
São precisamente 3.30 h da madrugada e acabei de subir para o quarto.
Estou aqui há 15 horas e ainda não consegui assimilar todo este role de informação, toda esta trapalhada de sentimentos (este cheiro...odeio hospitais!).
No dia 10 de Março, fui vitima de um atropelamento.
Era um dia como tantos outros e eu só queria ir para casa, até alguém - que nem da sua existencia tinha conhecimento - transformou este suposto dia como todos os outros, num caos, num gigante....qualquer coisa! Uma tempestade de emoções que assolou no meu coração e que já dura demasiado.
Sempre me instruiram que temos de suportar e encarar as consequências dos nossos erros. E nunca duvidei de tal! Mas será que se aplica nesta situação?
Porque tenho eu de sofrer e suportar esta angústia quando alguém que não eu cometeu o erro?
Esta vida não é justa mas serei forte e irei sorrir. Assim conseguirei que o Sol sorria para mim também .
Talvez...
Um dia acho que vou ser capaz de olhar para trás e ter orgulho no que consegui suportar e no que conseguir alcançar, e ai sei que direi : "A vida é dura, mas eu sou mais que ela , e aquilo que não nos mata, só nos torna mais fortes. "

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Foi um sonho que eu tive: Era uma grande estrela de papel,
- Um cordel,
- E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela com ar de quem semeia uma ilusão. E a estrela ia subindo... azul e amarela presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu, que deixou de ser estrela de papel. E o menino ao vê-la assim sorriu e cortou-lhe o cordel.
- MIGUEL TORGA

Se eu fosse *-*

Se eu fosse um dente de leão :

voava ao sabor do vento, viajava no dorso de qualquer animal, fazia cócegas num nariz desprevenido, subia bem alto para sentir o céu e ver a sua cor azul. Era leve, não tinha obstáculos e apenas voava. Conhecia o mundo, as culturas, o quotidiano de "pessoas a sério". Vivia a vida tranquila vendo paisagens e "ERA" simplesmente. Talvez assim fosse sempre feliz :)

Ficava carequinha em menos de nada. Mas podia albergar num mundo como aquele dente de leão do fundo que não é mais do que um apelo á fé....

Acreditar que, afinal, existem milhares de coisas espantosas por aí... até num dente de leão... e que os nossos problemas são pequeninos comparados com as estrelas *
Não te posso culpar por pensares que nunca me conheces-te de todo. Eu tentei negar-te mas acredita que nunca me senti tão errada. Eu pensei que te estava a proteger de pessoas que te querem roubar e levar para longe de mim. Pensei que estava a fazer o mais acertado, mas acho que nos perdemos no caminho. Eu sei que te desapontei e que te deitei abaixo, mas nunca mais cometerei um erro assim novamente, porque tu fizeste-me ver quem eu realmente sou. Agora pega na minha mão e vem comigo ter com o mundo.
Só quero que saibas que lamento tudo aquilo por que te fiz passar. Não era minha intenção fazer-te sentir tão pequeno.
E a nossa história está apenas a começar, para deixar a verdade esmagada debaixo daquelas paredes.
Quando penso em ti, sei o quão foste importante. Fizeste a diferença pois puxaste-me até ao fim, e finalmente eu percebi que podia ser muito melhor.
Não espero que me perdoes porque sei que é muito dificil, mas pelo menos sei que neste Mundo houve alguém que não desistiu de mim e me levou até ao fim. Tu sabes como chegar até mim *-*

terça-feira, 13 de abril de 2010

Só te peço algo sincero *

Eternidade
É uma palavra demasiado forte, é reconfortante, é tudo menos realidade.
Incondicional
É coisa que nunca existe na nossa relação, já existiu mas agora não.
Atempo inteiro
Impossível de realizar, é bonito ver de fora mas quem está dentro um dia há-de se cansar.
É por isto que algumas vezes mais vale desistir, e não lutar para não acabar por nos magoar. E apesar de ser a coisa mais triste por vezes é o mais acertado.
Quero que saibas que*
Já não te peço amor eterno
Já não te peço amor incondicional
Já não te peço amor a tempo inteiro
Apenas te peço amor verdadeiro.
Se isto não me podes dar, então não insistas para não me magoar.
Só não quero começar uma guerra que não sei se quero ganhar.
Por enquanto sou aquela que vive na tua cabeça, e não quero ser aquela que só esta de presença.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Primeiro Amor *.*



Quando tinha 6 anos tive o meu primeiro amor. Éramos duas crianças tão inocentes, tão puras, tão felizes. E nada podia mudar o nosso sentimento. Éramos pequenos mas tão um para o outro. Até que ele me partiu o coração. Nem um bilhete me deixou na sua partida...
Aprendi o significado da palavra "Dor". Não uma dor fisica, mas sim uma dor que não consigo explicar. Costumavam dizer que adoravam ver-nos juntos, duas crianças que nem sabiam o que é o amor, mas que eu era a menina dos olhos dele e isso era a coisa mais querida do Mundo. Quando se é criança, temos de saber dar tolerância aos adultos e eu sabia que eles estavam enganados. Nós eramos crianças, mas aprendemos o verdadeiro sentido de amar. Desde aí nunca mais tive um amor assim. De entrega completa.
Uma harmonia das palavras, do sentido de viver.
Até teres aparecido, como um ajno vindo de Lá de cima.
E fizeste-me lembrar o amor de há 9 anos atrás. O olhar de engatatão mas que na verdade não passa de uma alma inocente.
Tinhas o mesmo olhar, a mesma maneira de ver a vida.
Abalas-te o meu Mundo de uma maneira inexplicavél...
Fizeste-me bem, feliz mas agora tudo mudou.
Sabes o que eu sinto, e sei que te preocupas. Para quê falar em silêncio, AMAR em silêncio?

Não me deixes agora, sabes que me vais partir o coração.
Estou em pedaços, babe arranja-me, e abana-me até eu acordar deste sonho mau.
Estou cada vez mais, mais em baixo porque não posso acreditar que o meu primeiro amor voltou a viver

-Pára com os jogos de criançinha parva. Não vês o que estás a fazer? O primeiro amor desfez-me o coração e pela primeira vez fizeram-me sofrer.
És igual mas eu não posso deixar que tu um dia me irás abandonar. E apesar de tudo nada se pode igualar, ao quanto te amo. Nem tu o consegues imaginar.
Só te peço um favor, não caias na mesma asneira. Eu sei que há outra mas ela não é a barreira.
Entrega-te de corpo e alma a mim, e verás que para o amor não há um fim.
Agora recuperei aquilo que outrora perdi e a minha vida voltou a ter cor. Já não sei viver sem ti por isso não me abandones como o meu Primeiro Amor.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Droga

Disseram-me para não experimentar, que nunca mais ia ser a mesma, que se tornaria um vicio.
Mesmo assim não dei ouvidos.
Experimentei e aquela injecção foi das fortes, foi bem profunda. Naquele momento estava tão bem, tão feliz...mas as duas horas seguintes...o quanto elas são dificeis de ultrapassar.
Começava a ficar impaciente, à toa, ansiosa por mais uma dose, mas nunca mais chegava...e eu já sem me conseguir aguentar.
Vinha a noite e eu não conseguia dormir. Só pensava: "Amanha terei a quantidade que preciso, talvez até a aumentarei". Mas quanto mais me davam, mais eu queria!
Sabia que aquilo podia ser perigoso, talvez fatal, e que tinham razão quando me disseram para não o fazer, mas bastava mais uma injecção e eu esquecia tudo, todo o mal. Andava mal sem ela, sem reacção até a minima dose servia para eu esquecer.
Foi assim que passei largos meses da minha vida, até que parei. Tentava não pensar e por semanas consegui passar sem aquela droga, mas tive uma recaida, não resisti e cai na tentação.
Não há meneira de poder controlar.
Tu, minha droga, alimentas o meu vicio de te amar e por muito que eu tente deixar, a injecção e a dose foram grandes demais para eu largar.
Vem, não tenhas medo de me drogar, depois da 1ª vez a experimentar, não há volta a dar.
Penetra-te em minhas veias, perfura o meu coração.
Não quero que me deixes pois tu fazes-me esquecer a dor.
Ei-de morrer com a overdose do amor.